terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Top 20 de 2008

Gostaria de agradecer a todos que visitaram esse blog em 2008, e pedir que continuem comentando e participando ano que vem também. Estou planejando novas colunas, reportagens mais interativas e divertidas para 2009. Aguardem e verão!
Feliz 2009 a todos.

1. Batman - O Cavaleiro das Trevas, de Christopher Nolan
2. 4 meses, 3 semanas e 2 dias, de Cristian Mungiu
3. Senhores do Crime, de David Cronemberg
4. Onde os Fracos não tem vez, de Joel Coen
5. Violência Gratuita, de Michael Haneke
6. Medo da Verdade, de Ben Affleck
7. Sangue Negro, de Paul Thomas Anderson
8. Ensaio Sobre a Cegueira, Fernando Meirelles
9. Wall-e, de Andrew Stanton
10.[REC], de
Paco Plaza e Jaume Balagueró
11.Os Estranhos, de Bryan Bertino
12.Wanted – O Procurado, de Timur Bekmambetov
13.Rede de Mentiras, de Ridley Scott
14.Gomorra, de
Matteo Garrone
15.Valente, de Neil Jordan
16.Meu Nome não é Johnny, de Mauro Lima
17.Queime depois de ler, de Joel Coen
18.O Traidor, de
Jeffrey Nachmanoff
19.O Efeito Dominó, de Roger Donaldson
20.Na mira do Chefe, de Martin McDonagh


Lembrando que essa é a minha lista. E a sua?

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Os 10 Piores filmes de 2008

1. Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (???)
2. Fim dos Tempos
3. Arquivo X - Eu QUIS acreditar (!)
4. Cinturão Vermelho
5. A Lista – Você está livre hoje?
6. Alien vs Predador 2
7. Missão Babilônia
8. Carga Explosova 3
9. As Duas Faces da Lei
10.Zohan

Lembrando que eu estou falando dos filmes que eu vi. Tenho certeza que existam filmes piores, mas essa é a MINHA lista. Se vocês discordam, escrevam por favor.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Estréias da Semana

Pode ver sem medo

Marley e Eu (Marley & I), de David Frankel
Baseado no livro biográfico de John Grogan, escritor vivido no filme por Owen Wilson (e seu nariz bizarro). A trama na verdade é focada mais no casal Wilson e Aniston do que no próprio cãozinho Marley em si. A presença do cachorro só existe pelo interesse do casal de primeira viagem em ter filhos, e praticar com o vira-lata antes. Só que como todo cãozinho de filme, ele é totalmente joselito e aterroriza a vida do casal enquanto o tempo passa. É um filme de situações até esperadas, como quando ele vai ser adestrado ou quando ele destrói as roupas do dono. É clichê? Sim, mas o diferencial é que o filme não é infantil apesar da história e do cãozinho. A crítica em geral tem rasgado elogios ao filme, mas o público ainda tem sido um pouco reticente. Pessoalmente, ao ver o trailer eu risquei esse da minha lista, mas ao descobrir que o filme era focado nos dramas pessoais do casal, até cheguei a cogitá-lo. É um filme leve, pra levar a companheira(o) e sair emocionado.

Um Homem Bom (Good), de Vicente Amorim
Baseado na peça de Cecil Philip Taylor, sobre um escritor (Viggo Mortensen) que defende a eutanásia em um dos seus trabalhos, e desperta o interesse do recém fundado partido Nazista. Este é o primeiro filme internacional do português Vicente Amorim e acredito que ele tenha escolhido o filme certo para começar uma carreira fora de seu país. A grande sacada do filme, assim como o título original demonstra, é questionar qual é a linha que separa o certo e o errado sobre a vida e a morte. Quem tem o direito de matar e quem tem o direito de viver? Viggo tem feito excelentes filmes ultimamente (Marcas da Violência, Senhores do Crime, Appaloosa) o que mostra o talento do ator em escolher projetos que sejam originais. Não tenho dúvidas de quem desejar ver um filme mais cabeça neste feriado, a melhor pedida é sentar e curtir bem o filme, sem se incomodar com o cabelinho de playmobil do ator no filme.


Vá por sua conta e risco

Sete Vidas (Seven Pounds), de Gabriele Muccino
A crítica americana detestou, mas o publico deu o braço a torcer pelo mais novo filme de Will Smith, até porque tudo com ele é amado pelos americanos (até o estranhíssimo MIB 2). Meu problema pessoal com o filme é o contrário do que aconteceu com Marley & Eu. Embora ainda não tenha visto o filme (portanto não sei qual é a surpresa que o filme guarda), o trailer me deixou confuso com o conteúdo da trama. Vemos Smith de frente ao mar, conversando com umas pessoas sobre não terem mais contato com ele, um carro dirigindo em alta velocidade para um desfiladeiro, e por fim ele correndo de roupas na chuva. Será que não esqueceram nada, não? E a história do filme? Será tão secreta que nem o trailer pode contar? Pois eu conto: Smith é um oficial do imposto de renda que decide ajudar sete estranhos (por que, não sei), mas acaba se apaixonando por uma mulher que tem arritmia coronária (o que na minha opinião, quer dizer que ela morre no meio do filme e todo mundo vai as lágrimas, sem perceber que esse é o truque mais baixo do cinema americano). Tenho lá minhas dúvidas, mas como não sei o suficiente, pode ser bom. Detalhe: Até o poster do filme é misterioso!


Não faça isso com seu dinheiro

Coração de Tinta (Inkheart), de Ian Softley

Baseado no livro de Cornelia Funk, uma espécie de J.K. Rowling genérica. Quem leu o que eu falei sobre Viggo Mortensen um pouco acima, imagine exatamente o contrário de Brendan Fraser, que cada vez mais faz o mesmo personagem em todos os seus filmes e só escolhe projetos de interesse infantil e ruins. Neste aqui ele tem o dom de trazer personagens da literatura à vida se ler o livro em voz alta. É claro que ele vai trazer um vilão que quer dominar o mundo, e é claro que sua família vai se envolver na confusão também. Parece a história de A Múmia e suas seqüências, mas é só coincidência (é, sei). O filme ainda conta com a desnecessária presença de Helen Mirren, Paul Bettany e Andy Serkis (o ator que viveu os “digitais” Gollum e King Kong, nos filmes de Peter Jackson). Talvez se fosse dirigido por Jackson, fosse mais interessante. Mas ai, duvido que Fraser estivesse no projeto. E só não digo que o melhor dele é Crash, porque tenho lá minhas dúvidas quanto a sua atuação neste filme também.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Top 8 filmes natalinos

Aproveitando o feriado mais colorido do mundo (Carnaval é nosso), eis que surge a lista sobre esse filmes, obviamente infantis, mas muitas vezes muito divertidos e recheados do espírito natalino.

1- Esqueceram de Mim, de Chris Columbus
O mais irônico sobre esse filme é o fato de ter crianças, ser sobre natal, falar sobre o relacionamento familiar e não ter um Papai Noel sequer aprecendo em todo o filme. Impossível não gostar do magnífico terceiro ato do filme onde Kevin luta para expulsar os bandidos. Um clássico!

2- O Expresso Polar, de Robert Zemeckis
Apesar de ter uma história pífia, que poderia ser resumida em uma linha, o filme tem o trunfo de ter um diretor genial, que é garantia de qualidade, e como bônus Tom Hanks interpretando quase todos os personagens do filme, inclusive o menino principal.

3- Os Fantasmas Contra-Atacam, de Richard Donner
Natal sem passar esse clássico com Bill Murray na Globo, não é natal. Mas apesar deste aqui ser o “My Heart will go on” dos filmes de natal, ele é indubitavelmente um ótimo filme natalino e divertidíssimo de assistir quantas vezes for necessário.

4- Papai Noel as Avessas, de Terry Zwigoff
Billy Bob Thornton nasceu para viver esse papel. Seu personagem xinga, bate, arruma confusão e faz questão de ser odiado por todos. Não há uma frase que ele não diga a palavra “fuck” no meio. Exatamente como a gente se sente às vezes sobre toda essa palhaçada que circunda o natal.

5- O Grinch, de Ron Haward
Quem me conhece, sabe que eu sou um crítico fervoroso de Howard, mas acho que neste aqui ele acertou em cheio ao escalar Jim Carrey para o papel. O final pode ser meio piegas, mas até lá, o Grinch de Carrey é pura sarcasmo e diversão.

6- Meu Papai é Noel, de John Pasquin
Podem me xingar, mas eu acho esse um filmaço. Divertido, com tiradas engraçadas e muito bem sacadas. As continuações meio que batem na mesma tecla, mas esse aqui foi uma agradável novidade, até mesmo por contar com o excelente Tim Allen.

7- Simplesmente Amor, de Richard Curtis
Não me entendam mal, esse e o filme aqui de baixo são dois filmaços que entrariam no topo de várias listas. Mas como não são necessariamente filmes focados totalmente no natal, os coloquei aqui em baixo. Como esquecer a participação de Rowan “Mr.Bean” Atkinson para embrulhar um simples presente de natal?

8- Duro de Matar, de John McTiernan
Como John McClane usa o natal como referencia para metade de suas piadas, acho mais que propício a presença dele na lista. A minha tirada favorita? O recado escrito a sangue na camisa do terrorista: “Agora eu tenho uma metralhadora. Ho, Ho, Ho”. Genial!

Quem discordar, ou quiser incluir algum filme, é só deixar um comentário!
Aproveito a oportunidade de desejar UM FELIZ NATAL A TODOS OS RATOS QUE ACESSAM ESSE BLOG.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Fámiglia unida (?)

Gomorra (Gomorrah)
de Matteo Garroni, baseado no romance de Roberto Saviano.

Roberto Saviano é um Napolitano de apenas 29 anos. Costuma andar com três seguranças e não mora mais em sua cidade natal. Saviano cresceu num bairro pobre, onde a máfia imperava e recrutava jovens pobres e sem perspectiva de melhorar de vida. Perdeu amigos quando jovem e viu a máfia acertar contas com quem se metia no andamento dos seus negócios. Saviano poderia ser mais um personagem de seu filme, mas é “apenas” o sujeito que resolveu contar tudo que presenciou pelas janelas de suas casa durante anos. Isso é a Comorra. E como diriam na Italia, Saviano é “o sujeito mais corajoso do mundo”.

Essa mesma história poderia ter acontecido em qualquer parte do mundo. Se a Europa vive o medo de ataques terroristas, ou de grupos fundamentalistas separatistas (ETA, Neo-Nazistas), ou mafiosos de terno de linho, no resto do mundo grupos que usam procedimentos parecidos, forçam suas influências em favelas, fronteiras e senados. O interessante ao assistir Gomorra é ver que o ali é quase o aqui. Diferente dos eternos clássicos O Poderoso Chefão e Scarface (dois dos meus filmes favoritos) aqui a máfia não tem uma figura central, que involuntariamente acaba sendo endeusada pelo filme. Isso fica claro ao perceber que Gomorra, em poucos momentos mostra cenas de assassinato em seus detalhes. Na maioria das vezes o que vemos e um sujeito tomando um tiro de sabe-se lá quem, e vendo um outro fugindo, como se fossemos pegos de surpresa em nosso cotidiano. Garroni fez um filme sobre os soldados do crime. Os "Manolos" e "Lucca Brazis" que carregam o piano pros caras lá de cima lucrarem milhões.

O filme é dividido em várias histórias, que nunca se cruzam na região da Scampia, um local em Nápoles onde ocorre o maior trafico de drogas do país. Os personagens são melhores descritos pelo o que fazem, pois seus trabalhos é que interessam a Máfia. Pasquale é o costureiro que ganha pouco embora seja talentoso porque seu chefe presta serviços para a Comorra. Ciro, o senhorio de um grupo habitacional onde a Comorra age livremente e não percebe que também é um funcionário deles. Toto, o menino a cara do Conca, que vê na máfia um modo de ganhar dinheiro, mas logo percebe que precisa sacrificar seus amigos para isso. Roberto é o secretário de um empreiteiro que seleciona lugares para depositar lixo tóxico de empresas que prestam serviço a Comorra. E por fim, já que eles encerram o filme, Ervilha e Marco (uma espécie de Laranjinha e Acerola italianos), dupla de adolescentes, quase crianças, que acham que podem bater de frente com a máfia, até serem convocados por ela para um serviço.

Todos trabalhando para os vários braços de um polvo que movimenta 150 milhões de Euros na Itália e tem um esquema tão complexo que o torna quase impossível de ser extinto, já que seu operacional se mistura com a da própria cidade. Acabar com a Comorra seria acabar com a cidade, assim como Deus fez com as belas e míticas Sodoma e Gomorra, que segundo a Bíblia, atingiram o cumulo da depravação e corrupção humana, merecendo assim punição divina, que resultou em sua total destruição. Trocando meia dúzia de nomes ai em cima, você não acha que conhece muito bem esse lugar? Mas no fundo mesmo, a grande mensagem que fica é que tudo isso só é possivel graças a uma classe inteira de frustrados que não abrem mão do seu baseado.

FILME IRMÃO CAÇULA:
O Pagamento Final, de Brian DePalma. Embora trate de outra história e seja sobre a Máfia cubana nos EUA, este filme mostra como é difícil sair do esquema uma vez lá dentro. Extremamente bem filmado, a trama ainda nos apresenta como a corrupção domina advogados e empresários, e como os seus amigos de outrora podem ser os inimigos de amanhã. E tem Pacino, mais uma vez.

domingo, 21 de dezembro de 2008

NOTA DO MODERADOR

Notinha interessante para quem lê esse blog aqui. A página 4 do Segundo Caderno do jornal O Globo publicou o mesmo titulo deste blog para a matéria sobre a vinda de Sylvester Stallone ao Rio. Não que o titulo seja o cúmulo da criatividade, já que obviamente é uma referência ao multimilionário nome Rock in Rio, sendo que no meu caso, eu copiei a idéia de uma outra matéria da revista SET que explicava como seriam as gravações em Magalhães Bastos do novo filme do Hulk. O titulo era “Hulk in Rio”, e achei legal fazer o mesmo para falar do nosso querido Stallone. Só que eu conto de onde plagiei. E fui o primeiro a colocar esse titulo também. Até as filmagens do filme, e conseqüentemente retorno de Sly, vamos ver quantos veículos também vão usar o mesmo nada original titulo.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Estréias da Semana

Pode ver sem medo

Gomorra (Gomorrah), de Matteo Garrone
Por onde passa, o representante da Itália ao Oscar vem causando polêmica. Vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes, Gomorra mostra um pouco sobre o funcionamento da "Camorra", a máfia napolitana e responsável pela movimentação de cerca de 150 milhões de euros anualmente. O filme acompanha a trajetória de diversos personagens, que fazem parte da organização ou são influenciados por ela. Gomorra é acima de tudo cinema europeu. É lento, longo, e termina sem muitos esclarecimentos. Não espere um Poderoso Chefão, apesar de clara a referencia. Este é um filme de máfia, feito por quem vive na pele sua influência (diretor e roteiristas foram ameaçados de morte e nem podem pisar mais em Nápoles). É o Cidade de Deus italiano. É atual e forte, por hora irregular, mas muito necessário do ponto de vista social. Um filme pra te fazer dormir, ou não dormir por uns dias.


Vá por sua conta e risco

Crepúsculo (Twilight), de Catherine Hardwicke

Não há outra maneira de analisar um filme como esse a não ser pelo o que ele realmente é, ou seja, mais um filme adolescente que mistura diversos gêneros para agradar um único tipo de público. Não importa se faz sentido, é bem dirigido, ou se seus personagens são vazios como a cabeça do Edmundo. Eu, infelizmente não curto esse tipo de filme que são mega-promovidos todos os anos (ano passado foi Stardust) na cola de Harry Potter, que pra mim já é um saco. Ah, e não consegui encontrar um pingo de história nesse “Garotos Perdidos do século XXI”, alem do obvio: menina popular se apaixona por menino estranho (e EMO), que na verdade é um vampiro e sabe-se lá por que cagas d água tem inimigos que o odeiam. E pensar que isso foi baseado num livro e conta com a diretora do bom filme Aos Treze. Eu tô MUITO fora, mas vai estar assim de adolecente querendo ver.


Não faça isso com seu dinheiro

Carga Explosiva 3 (the Transporter 3), de Olivier Megaton

Tendo visto essa bomba, e como me recuso a escrever uma crítica sobre ele, resolvi rebaixar esse filme de categoria, já que semana passada eu tinha dito que ele valia a pena ser visto por quem é fã. Apaguem isso! O filme é horrível, e sinto como se fosse minha responsabilidade lhes avisar. Gostaria de dizer para esperarem chegar na TV paga, mas nem isso vale a pena. Simplesmente não vale a pena ver isso (quem não sabia? Só o otário aqui achou que deveria ver mesmo). O roteiro tem os piores diálogos escritos nos últimos 110 anos de cinema. Chega ao ponto dos personagens ficarem discutindo por 5 minutos sobre culinária européia, numa tentativa de fazer o espectador rir. “Vitela com molho branco”, hahahaha... ai,ai,ai, meu dinheiro!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Rocky in Rio

Colaboração de Bruno Marques

Já estou para falar sobre esse projeto há algum tempo:

Para quem não sabe, o próximo filme de Sylvester Stallone será um deleite para os fãs dos filmes de ação, que fizeram dele um astro nos anos 80. O projeto escrito e dirigido por ele mesmo se chama “The Expendables”, e é sobre um grupo de elite, liderados por Sly em pessoa, que precisa depor um ditador na America do sul usando seus métodos nada sutis. Até aí nada de mais. O roteiro parece uma variação de Rambo, ou um roteiro não aproveitável para a história do quinto filme da franquia.

Só que esse grupo de “dispensáveis” conta no elenco com Jason Statham, Jet Li, Dolph Lundgren (tá vivo?) e o vencedor do Oscar Forest Whitaker, como o agente da CIA que escolhe os soldados para a missão. Alem da curiosidade de ver Lundgren e Stallone juntos novamente depois de Rocky IV, o diretor promete que haverá uma briga incrível entre o sueco e Jet li.

Segundo a coluna de Joyce Pascowitch (o Bruno que me mandou isso); o ator norte-americano chegou à capital fluminense na noite dessa segunda-feira e está à procura de locações para o filme. Nessa terça-feira, Stallone foi visitar a favela Tavares Bastos, no bairro do Catete, na zona sul. À noite, jantou com amigos e seguranças na churrascaria Porcão, no Flamengo.

O filme só deve estrear por volta de 2010, mas já começa a ser desde agora um dos projetos mais esperados por este que vos escreve. Vai se tosco? Provavelmente! Mas se for focado na ação ou tiver uma historia interessante como os dois últimos trabalhos de Stallone já vai valer o ingresso (com cheiro de naftalina). Sly está com crédito, o que não podemos dizer do resto do elenco, que vêm de filmes de péssima qualidade e estão devendo um filme de ação digno há um tempo (incluindo Whitaker que fez os péssimos Ponto de Vista e Donos da Rua, este ano). Ainda tem lugar ai pro Steven Seagal ou o Van Damme?
E vocês o que acham? COMENTEM!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Rebobine, Por favor (Be kind Rewind)
De Michel Gondry
com Jack Black, Mos Def, Mia Farrow e Danny Glover

Michel Gondry ficou famoso por vídeo-clipes revolucionários que alem de altamente criativos sempre tinham um que de independentes. É só ver as bandas para quem ele trabalhou: Chemical Brothers, Bjork, D.R.A.F.T e Massive Attack, todas bastante alternativas. Não foi surpresa que Gondry levasse um pouco disso para seu mais famoso filme O Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, um filme que, devo confessar, não morri de amores quando o vi pela primeira vez mas cresceu consideravelmente na minha opinião ao longo do tempo. Tendo se estabelecido como um diretor cult, Gondry precisava de um projeto que surpreendesse seu publico mais uma vez, e ai chegamos a esse Rebobine, por favor.

Deixando de lado um pouco (não totalmente) os efeitos visuais que fazem dele um cineasta sem igual, este novo projeto é acima de tudo uma declaração de amor ao cinema. Aqui, sua inventividade com a câmera ganha um contexto ainda mais independente (os cineastas vividos por Jack Black e Mos Def precisam recriar as cenas dos filmes originais sem usar CGI). Essa é definitivamente a grande sacada do filme, a ponto do trailer inteiro ter sido montado em cima dessa idéia: Dois atendentes de videolocadora que apagam os filmes e os recriam à sua maneira. Os filmes fazem sucesso e eventualmente são descobertos pelos responsáveis de seus direitos autorais (coincidentemente liderados por Sigourney Weaver, estrela do primeiro filme “suecado” pela dupla). O problema do filme (ou do trailer) é não explicar a outra parte da história que trata um pouco sobre a falsa história de um músico que fundou aquele bairro durante a depressão. O começo lento e o final melodramático são todos em cima desse importante fato, que não é mencionado na história do filme de nenhum lugar que você for ler, mas que conclui e pontua o filme, alem de explicar, o porquê de os personagens precisarem fazer tantas copias de filmes originais antes de fazerem o seu próprio.

Rebobine... é um grande filme do ponto de vista técnico, e um deleite de curiosidades para quem é fã. Vocês podem se perguntar, como um cara como eu não tenha gostado do filme. Bom, pelo simples fato de que alem de me sentir um pouco traído pela incompleta história pelo qual ele foi vendido, gostaria de ver um final mais conciso sobre a trama que nos deixou levar durante duas horas. O final do filme nem chega a deixar claro qual seria o destino de alguns personagens, algo que pesar de bobo, é conhecimento primário para qualquer cineasta. O filme não é tão engraçado como foi vendido e se o é, deve muito a escolha do diretor pelo elenco de comediantes (Mos Def pode não ser, mas faz papeis que o qualificam como tal). Esses dois sim, seguram a trama, que também não aproveita bem o elenco secundário (o personagem de Mia Farrow é vazio e esquecível como um pires).

O filme vale uma conferida? Sem duvida nenhuma. Mas não chega a ser metade das obras-primas que ele procura homenagear, provando que aqueles filmes são meros veículos para contar uma outra história que poderia ter sido contada em menos tempo. Por mais que tente, fica um vazio no final, como se algo estivesse faltando. Talvez uma paixão maior na estrutura do roteiro, ou talvez a tal magia do cinema que brilha para alguns poucos. Ou então, quem sabe, Gondry tenha feito outro filme a ser redescoberto uma vez que rebobinemos e recomeçamos.
OS PICARETAS (Bowfinger), de Frank Oz.
Escrito e estrelado pro Steve Martin, essa excelente e acida visão sobre o cinema é sem dúvida uma das melhores e mais engraçadas críticas principalmente a industria Hollywoodiana. Eddie Murphy é um astro que atua em um filme que nem ele mesmo sabe que está sendo feito, tudo por causa da esperteza do diretor vivido por Martin. A trilha do filme é impecável. Para ser visto e revisto.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Estréias da Semana

Pode ver sem medo

Gomorra, de Matteo Garrone
Entra em pré-estréia o filme italiano mais falado desde A Vida é bela. Vou falar mais do filme na semana que vem, mas fica aqui a dica. A história pode ser lida na coluna abaixo, sobre o Festival do Rio 2008.

Madagascar 2, de Eric Darnell e Tom McGrath
Não dá pra criticar um filme como esse. Dessa vez, ao sair da ilha de Madagascar (Ilha, ilha do amor?), os animais caem diretamente no continente africano, onde conhecem um pouco mais sobre seus instintos, suprimidos pela vida no zoológico. A verdade é que o primeiro filme não era nada de mais, mas tinha momentos divertidíssimos. Tanto, que este tem praticamente a mesma história do original. Quem vai ao cinema ver essa continuação, vai em busca de diversão, e não de uma história concisa e nova. Quem vai, espera dar umas risadas com os pingüins, ou com o líder dos Foosas (pra mim, um dos melhores personagens já criados pela animação, ao lado do robozinho Wall.E e a Bu de Monstros S.A.). É diversão escapista e esquecível. Não tem problema. As vezes we like to.... move it.

Vá por sua conta e risco

Rebobine, por favor (Be Kind Rewind), de Michel Gondry
Finalmente entra em cartaz o novo filme do diretor de Brilho Eterno de uma mente sem Lembranças (Jack Black fez este antes mesmo de Trovão Tropical, que chegou aqui antes). A história gira em torno de dois atendentes de uma quase falida vídeo locadora, que depois de um acidente apagam todos os filmes da loja. Os dois então resolvem refilmar clássicos do cinema (Rocky, Robocop, Os Caça-fantasmas, etc.) à sua maneira. O grande problema que os fãs de Gondry vão ter com o filme é que este aqui não é tão espetacular como o anterior. No terceiro ato, a grande sacada do filme se transforma em melacueca sentimentalóide. Para quem não gostou de Brilho Eterno (e não foram poucos), este aqui pode dialogar mais facilmente, sem devaneios surreais. Não é nenhuma obra prima, e seria totalmente descartável se não fosse pelo elenco afiadíssimo liderado por Black e pelo maravilhoso Mos Def.

Carga Explosiva 3 (The Transporter 3), de Olivier Magaton
Olha, eu não sei quem é o diretor Olivier Megaton (se é nome de shake pra ganhar massa, se é um Transformer, inimigo dos Autorobots, não sei!). Mas pelo trailer do filme já deu pra sentir que esse aqui é um exemplar com menos dinheiro dos dois primeiros filmes. Jason Statham se transformou em astro dos filmes "porrada" depois dessa franquia que tem como característica a completa falta de noção. Não é trilogia Bourne! Está mais pra Os Trapalhões. Dessa vez, o motorista Frank Martin precisa levar uma menina seqüestrada até um novo destino. O problema é que ele arruma um bracelete que vai matá-lo se isso não acontecer no tempo limite, e bla, bla, bla. O que importa a história afinal? Não é um filme do Statham (pós-Snatch)? O que interessa nessa mistura de Aliança Mortal e o primeiro filme é ver o cara enfiando porrada nos figurantes caratecas e soltando frases de efeito. Nenhuma surpresa para os fãs.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

E começaram as premiações...

Enviada por Bruno Marques

A animação Wall.E foi escolhida como o melhor filme de 2008 pela Associação de Críticos de Cinema de Los Angeles. O segundo lugar ficou com Batman – o cavaleiro das trevas.

A lista foi divulgada nesta terça-feira (9). O grupo de especialistas escolheu Sean Peann como melhor ator do ano, por Milk, dirigido por Gus Van Sant, e Sally Hawkins, melhor atriz, por sua atuação em Happy-go-lucky. Por seu desempenho como o vilão Coringa, Heath Ledger foi escolhido como melhor ator coadjuvante. Penélope Cruz levou o prêmio de melhor atriz codjuvante pela personagem María Elena da comédia Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen. Danny Boyle foi considerado o melhor diretor pelos críticos por seu trabalho no filme Slumdog Millionaire.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Festival do Rio 2008

Mesmo bastante atrasado (o festival foi em outubro), eu preciso dividir com todos os filmes que vi no festival, afinal de contas, todos eles estão estreando em breve. Então preparem a listinha e anotem aqueles que vocês acharem os mais interessantes. Aqui vai o top 7 do festival mais caidinho dos últimos anos.

1- A Batalha para Haditha (Battle for Haditha), de Nick Broomfield
A grande surpresa do Festival. Um excelente exemplar do despreparo das tropas americanas em terras iraquianas. Na história (real), um comboio do exercito é atacado por uma bomba durante uma operação de rotina, enquanto atravessam o bairro chique de Haditha. A morte de um dos soldados provoca uma reação de fúria nos soldados, que começam a atirar em todos que se movem. Revoltante.

2- Gomorra, de Matteo Garrone
Um retalho de histórias sobre a vida de moradores de Nápoles e dos arredores, e como eles são afetados pelo sistema de trabalho da Camorra, a maior organização mafiosa da Itália. O filme é um Cidade de Deus italiano. São várias histórias, contadas bem lentamente e de maneira desconexa. Poucos personagens abordados interagem uns com os outros, mas todos são vitimas da mesma violência. É um filmão, mas que confesso não ter gostado tanto na época que vi. Ele cresceu muito no meu conceito depois e vale uma analise bem detalhada. Breve uma crítica!

3- Queime depois de Ler (Burn After Reading) , de Joel Coen
A comédia de erros dos vencedores do Oscar é hilária para quem embarcar na sarcástica idéia de idiotice inteligente. Tudo no filme é uma grande piada, a começar pela CIA. Na história, dois atendentes de uma academia encontram um CD cheio de informações nada confidenciais sobre operações secretas. Eles acham que podem ganhar um dinheiro se devolverem para o verdadeiro dono, mas no meio disso tudo, muita confusão vai acontecer. Só pra ter uma idéia, nas palavras de um agente do filme: “todo mundo parece estar dormindo com todo mundo”.

4- O Casamento de Raquel (Rachel getting Married), de Jonathan Damme
Novo filme do mesmo diretor de Silêncio dos Inocentes, no qual ele se distância ao máximo de seus maneirismos e assinaturas. O filme é frio e cru, mas muito bem dirigido. É um filme de atores, com poucos rostos conhecidos. Anne Hathaway é a irmã problemática de Raquel, que sai de uma instituição psiquiátrica para o casamento da mesma. Logo ao chegar, a irmã joselita já começa a tacar fogo nas feridas da família e tocar o terror na cerimônia. Nada de mais, tirando o fato de Hathaway estar muito bem no filme. Vocês ainda vão ouvir falar sobre a atuação dessa moça no filme.

5- Guerra sem Cortes (Redacted), de Brian dePalma
A volta do diretor ao tema sobre a guerra, não deixa de ser uma tentativa frustrada de repetir o seu ótimo Pecados de Guerra. Utilizando somente atores desconhecidos, dePalma, conta a história de soldados americanos que não fazem absolutamente nada no Iraque e ocupam seus tempos descontando suas frustrações nos moradores. Até resolverem estuprar uma menina. O filme é contado através de câmeras espalhadas pelo quartel. A idéia não é ruim, mas parece que foi escrita no meio do filme pra dar sentido aquele bando de imagens sobre nada. Na verdade, acho que até tornei o filme interessante pela descrição, mas não é tanto. E no fundo, a mensagem final fica vazia como um pires por causa de sua história sem alma.

6- Call Girl, de António-Pedro Vasconcelos
Filme português sucesso no mercado europeu, que chegou ao Festival com banca de “Hitchcock erótico”. Não é nenhum, nem o outro. Soraia Chaves, uma espécie de Juliana Paes lusitana, defende bem a personagem titulo e até que, para o padrão europeu, é bem bonita (apesar de vesga). Na história, um empresário safado tenta convencer um prefeito a vender um terreno pra sua obra milionária. Pra isso, usa uma prostituta de luxo. É o exemplo claro de como neguinho só entra em fria por causa de um rabo de saia. E só.

7- Velha Juventude (Youth without youth), de Francis Ford Coppola
Esse filme é provavelmente um dos piores filmes que eu já vi em toda a minha vida. Coppola escreveu e dirigiu isso depois de 10 anos longe das câmeras. Na história, um senhor de muita idade (Tim Roth) é atingido por um raio (uma cena ridícula), e sem mais nem menos começa a ficar jovem de novo. Ai, começa a ser perseguido por nazistas, foge, encontra amores, e bom, na verdade nada de muito interessante acontece. O filme é muito bem feito, mas tem exageros de amadores (Angulos tortos, e até de ponta-cabeça). Nem parece um filme de um diretor que ganhou o Oscar duas vezes. Se for pra isso, ele pode continuar sem dirigir.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

O Traidor (Traitor)
De
Jeffrey Nachmanoff, com Don Cheadle, Guy Pearce e Jeff Daniels

Você sabia que o Qur´an, a Bíblia dos islâmicos, diz que se você matar uma pessoa inocente, é o mesmo que matar a humanidade inteira? Esse é um dos questionamentos que este filme coloca em cheque. Como árabes e americanos são usados por seus superiores, seduzidos por frases fora de contexto ou ideologias furadas, para contribuir ainda mais com o caos em que vivemos hoje. Pra ser sincero, acho que poucas vezes vi um filme sobre terroristas, em que de 15 em 15 minutos uma pessoa morre, mas que tenha uma mensagem tão pacifista, e ainda te faça sair leve do cinema.

O filme conta a muito bem escrita (e idealizada por Steve Martin!) história de Samir Horn (Cheadle, do excelente Hotel Ruanda), sudanês de nascença, mas filho de uma americana, e que foi educado por toda a sua vida pelas leis do Alcorão. O filme é agradabilíssimo de acompanhar (sem tramas mirabolantes e confusas) e nos apresenta este personagem interessantíssimo aos poucos, e até ao final do filme não temos certeza direito sobre o seu passado, ou mesmo sobre as suas reais intenções ou escolha de lado. No começo do filme, descobrimos que ele é um vendedor de explosivos que vai preso junto com outros terroristas. Na prisão, ele conhece Omar (Saïd Taghmaoui) que lhe apresenta a outra cela terrorista, que tem intenção de provocar outro ataque do tipo 9/11 nos EUA. Aliás, o plano apresentado pelo filme é tão bom que me faz pensar como os terroristas de verdade não pensaram em algo assim antes, e que se os mesmos terroristas copiarem a idéia, dificilmente conseguirão ser pegos.

Na cola dele está um Agente do FBI (Guy Pearce, de Amnésia) e seu parceiro, que eu confesso, achava que ia cair na teia do clichê de filmes policiais. Ainda bem que este filme é tudo menos um clichê de duas horas. Pelo contrário, por transformar o personagem de Samir, nosso guia na história, em um homem religioso, seguimos por um caminho diferente do que os filmes de ação das últimas décadas têm nos apresentado sobre os fanáticos islâmicos. É um filme de momentos maravilhosos, em que nenhum vilão é totalmente mau, e nenhum mocinho é cem por cento bonzinho. E da mesma forma que fanáticos usam a religião e a falta de esperança de um povo para explodir inocentes, o outro lado faz o mesmo ao recrutar jovens idealistas que acreditam estarem lutando pela democracia. Existe alguma diferença entre os dois? Ou nas palavras de um dos personagens do próprio filme: quantas mortes um homem precisa ver, pra entender o valor da vida?

Confesso que é difícil toda hora ver filmes sobre o mesmo tema e ainda sim os achar interessantes. A verdade é que nos últimos anos, todos esses filmes têm sido variações sobre o mesmo tema, mas acho que este ano vimos filmes interessantíssimos e novos pontos de vista que nos fazem entender melhor o conflito. Acho sinceramente, que aqui no Brasil, somos poucos interessados nessa guerra que pode mudar a nova ordem mundial, e que será estudada à exaustão por futuras gerações. Ouço pessoas dizendo nas ruas que preferem viajar pra Europa, pois nos EUA está muito perigoso, mas não percebem a ignorância de sua observação. Esta é uma guerra mundial. Aliás, todas as guerras que os EUA se envolvem são, portanto isso diz respeito sim a cada um de nós. Assim como disse na crítica de Rede de Mentiras, acho que é mais fácil nos alienarmos com nossas trivialidades cotidianas do que nos preocuparmos com os problemas dos gringos. Infelizmente, fingir não ver algo não o faz sumir. Construímos 800 favelas no Rio de Janeiro com nossa falta de interesse e olhos fechados. Acredito que se fizermos da preocupação um hábito, poderíamos nos acostumar a escutar melhor sobre os nossos próprios problemas. Os problemas em que vivemos diariamente, e que nos afetam diretamente. Ou então, habituamos com a apatia e a continuar votando em qualquer um, ou deixando que os outros roubem nosso dinheiro a vontade. Eu sei que ver um filme e sair revoltado, não muda nada sobre a situação do Oriente Médio, mas para o bem e para o mal, Cinema é isso: uma coisa leva a outra, e você pode até acabar descobrindo algo sobre si mesmo. Que bom que ainda existem filmes que nos fazem sentir assim.

FILME AVÔ:
NOVA IORQUE SITIADA, de Edward Zwick
Com um elenco estelar e um história calcada no terrorismo em casa, este filme não só mostrou um pouco sobre a cultura árabe, mas deixou claro o porquê da religião estar envolvida também. De quebra, ainda prefetizou ataques terroristas que realmente aconteceriam nos EUA nos anos que seguiram.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Estréias da Semana

Pode ver sem medo

O Traidor (Traitor), de Jeffrey Nachmanoff
Mais um filme sobre terroristas e atentados nos EUA, só que este aqui promove o ponto de vista dos terroristas, e focando principalmente no papel da religião na vida desses mártires. Isso não impede que o filme tenha boas cenas de ação e principalmente atuações maravilhosas do excelente Don Cheadle. Sim, eu já vi o filme, e claro que lhes apresentarei a crítica em breve. Quem leu a crítica de Rede de Mentiras, sabe que eu não recomendo o filme para as namoradas, mas esse aqui é altamente recomendável, fácil de acompanhar, bem mais leve e divertido. A história é sobre um árabe-americano, que pode ter abandonado os yankees para auxiliar terroristas com o seu conhecimento sobre explosivos. Ou não! Na verdade, pode não ser nada disso também. É tenso até o último minuto da projeção.

Vá por sua conta e risco

Entre Lençóis, de Gustavo Nieto Roa
Essa é uma das primeiras produções do Telecine que começam a entrar no circuito, então se você como eu, acompanha a programação do canal, deve estar de saco cheio de ver o anúncio repetido desse filme. Realmente, eu não sei o que esperar. Como não faço idéia de quem seja esse diretor (é brasileiro?), e não conheço Paola Oliveira (deixa eu adivinhar, ela fez novela?), não posso fazer uma crítica muito detalhada sobre o filme. Valorizo muito filmes que abraçam sua independência e se passam quase todo num local só. Mas andei lendo a história é fiquei meio preocupado. Na trama (que li), um casal se conhece numa boate da Barra da tijuca (!), vão para o motel (!!) e lá começam a discutir relações, medos, inseguranças e ex-amores(!!!). Vamos começar as perguntas: Que tipo de homem vai pro motel pra conversar? Não é pra isso que existem barzinhos? Se essa mulher quisesse conversar, será que ela teria topado de cara ir pro motel? Honestamente, não vejo porquê pagar o ingresso pra ver dois exemplos de futilidade barra tijucana discutindo a relação deles. Se você curte esse esporte, vai pra casa discutir a tua, pô.

Não faça isso com seu dinheiro
A Lista – Você está livre hoje? (Deception), de Marcel Langenegger
Agora sim! Agora sim, chegamos no fundo do poço. Eu falei (e até bem) desse filme na última crítica, para alertar os cinéfilos a fugir desse filme. Na verdade o seu começo é até promissor. A idéia de existir uma rede secreta de sexo, onde só as mais poderosas personalidades americanas podem entrar, e de um Zé ninguém ser seduzido pelo serviço, poderia até render uma boa trama. Isso se não fosse dirigido pelo irmão bastardo do Schwarzenegger (deve ser), e se não apresentasse uma reviravolta ridícula de traição, que de tão imbecil já é entregue no trailer e no título original. E pra piorar, depois de ser enganado Ewan McGregor (e você, caro otário que pagou pra ver isso), ainda tem que presenciar outra reviravolta ainda mais imbecil, que te faz levantar do cinema querendo se auto flagelar. Resumindo: são 90 minutos da minha vida que nunca mais terei de volta.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Deixe a namorada em casa! Scott faz filmes pra macho!

Rede de Mentiras (Body of Lies)
De Ridley Scott; com Leonardo DiCaprio, Russell Crowe e Marc Strong


Sou uma pessoa que valoriza o poder e a importância das criticas, mas este ano posso dizer que discordo absolutamente dos críticos em dois filmes. Um é Busca Implacável, thriller de ação com Liam Neeson, com cara de filme "brucutu" do tipo Charles Bronson. Acho que a crítica levou o filme muito à sério, e não sacou qual era o espírito do filme. Mesma coisa com este Rede de Mentiras, que estréiou esse fim de semana. Tenho lido criticas tão parecidas que parecem até as mesmas, com algumas palavras trocadas. A revista SET, que eu adoro, chegou ao ponto de dar nota 8 pro filme e execrá-lo em sua crítica. Não entendi nada. Depois de ver o filme, sou obrigado a discordar de todos inclusive de mim mesmo. Eu havia escrito na coluna Estréias da Semana que esperava que Scott não fosse a fundo no tema (até porque o diretor confessou em diversas entrevistas que fez um filme de ação, não político), e confesso que fiquei surpreso ao ver o filme e constatar exatamente o contrário.

Um filme com um titulo desses precisa ser político. O começo da projeção pode até te levar a pensar que a trama será movimentada, mas com meia hora de filme percebemos que a coisa vai para um lado mais sério sobre as operações da CIA no oriente médio. A história do filme é basicamente um conjunto de diversas operações para pegar um terrorista chamado Al-Saleem, que lidera uma das maiores células terroristas ativas no oriente médio. Todas elas envolvem uma série de mentiras de algum lado para o outro. A melhor de todas as tramas acontece lá pro meio do filme quando os personagens de DiCaprio (Farris) e Crowe (Hoffman) decidem criar uma organização terrorista falsa, que causa um falso ataque terrorista, só para receber os parabéns das verdadeiras células ativas e, assim, descobrir onde elas se escondem e quem são. É divertidíssimo ver como o plano dos dois vai se desenvolvendo e acaba mesmo dando certo. Mesmo que depois as conseqüências não sejam tão divertidas assim. Lá pro fim, a conversa de DiCaprio com Al-Salaam, num dos momentos mais tensos do filme, explica muito bem um sentimento que nós, neutros, temos sobre essa guerra. Scott vai direto na ferida sim, até porque não é americano. É inglês, e seu país também está envolvido nesse conflito. Embora não diga abertamente, o resumo da conversa dos dois deixa ainda mais claro que essa guerra parece comandada por idiotas engravatados que tem vaga idéia contra quem estão lutando e por fanáticos, ignorantes tecnologicamente, que interpretaram o livro que seguem de maneira totalmente equivocada.

Interessante perceber detalhes que dizem muito sobre os personagens, como a maneira fria que Hoffman comanda as operações enquanto ajuda o filho a ir ao banheiro ou a mulher no mercado. Ou como diversos personagens se tratam por palavras de carinho como honey, dear, ou buddy, ou seja, nomes a quem chamaríamos somente aqueles que nos são próximos e em quem confiamos. O total oposto das relações que vemos no filme, pois absolutamente todo mundo está mentindo para todo mundo em algum ponto da trama. Afinal de contas, como espiões, eles sabem que dependem de suas desconfianças mas da confiança nos poucos aliados também. Difícil é saber quem são esses aliados ou de que lado você está.

A palavra “lado” na verdade ganha um contexto totalmente novo neste filme. Muitas vezes é difícil dizer quem está defendendo a verdade. Para os americanos, personificados no papel de Crowe, só existem dois: A America democrática e os árabes terroristas. Ele chega a dizer que "se alguém não está envolvido agora, vai estar mais pra frente", o que demonstra um pouco a ignorância que justifica a morte de inocentes. Para o personagem de DiCaprio, fica claro que até um pais que apóie os EUA, precisa de uma polícia especializada para capturar os terroristas que dormem em seus jardins, papel que cabe à Hani (o excelente ator Marc Strong, um Roberto Justos da Jordânia). Não precisa dizer que Crowe e Di Caprio passam o filme todo entrando em conflito por causa disso. Mas acho que a mensagem do filme vai alem dessa percepção. Sabemos fora dos EUA que existem mocinhos e bandidos dos dois lados, mas a questão é que somente um lado vem sofrendo mais com a constante e cada vez mais infinita guerra, o que não quer dizer que estejam perdendo a guerra. O filme deixa bem claro desde o começo, que embora os EUA gastem milhões no conflito não estão avançando pra lugar nenhum. Mas também explica a necessidade de continuar lutando, pois muito pior será se simplesmente não fizerem nada para evitar o que já está ruim.

Isso tudo que você leu lhe soa como um filme de ação hollywoodiano? Minha única critica ao filme é quanto ao seu tempo de projeção. Não me importo de ver filmes longos, mas acho que a história central do filme leva muito tempo para se desenvolver. As coisas só começam mesmo a acontecer com uma hora de filme, antes disso, só acompanhamos e conhecemos os personagens através de suas missões. E algumas delas nem tem conclusões claras (Farris vai pra Jordânia por causa de uma casa que abriga terroristas, mas a trama em volta dessa missão não se desenvolve). Eu entendo que o filme tenha fracassado nas bilheterias americanas, pois os yankees estão cansados de ver filmes que os chamam de imbecis. Eles sabem que erraram em apoiar o Patriot act e eleger uma ameba pra presidencia, e agora não querem saber das conseqüências desses atos. Filmes sobre temas parecidos como Leões e Cordeiros, No vale das Sombras e O Reino também fracassaram, e no final de semana de estréia desse aqui, os americanos preferiram ver Beverly Hills Chihuahua. É assim que o mundo gira. A morte de árabes caiu no esquecimento. Acho que todos nós optamos pela alienação, as vezes. Até a crítica.

FILME BROTHER SCOTT:
Jogo de Espiões, de Tony Scott. Quem já viu os dois sabe que a semelhança é inevitável. O filme do irmão caçula conta com Robert Redford como mentor de um jovem agente da CIA (Brad Pitt) que se envolve com as vítimas das missões e acaba sendo capturado pelos Chineses. É o melhor filmes do mano Scott, desde Inimigo do Estado.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Você sabia.... ?

Bonds, por Pedro Coelho

... que a franquia mais longa do cinema, 007 James Bond (criado pelo autor britânico Ian Fleming) já teve oito atores diferentes protagonizando o espião?

“Hein? Foram seis!” – responde aqueles que pararam para contar. Afinal, cronologicamente temos Sean Connery, George Lazenby, Roger Moore, Timothy Dalton, Pierce Brosnan e o mais recente, Daniel Craig. Onde estão os outros dois?

Bem, vamos do início.
Cassino Royale foi o livro de Ian Fleming que mais adaptações teve para o cinema. Foram três no total. O mega sucesso estrondoso de 2006 com Daniel Craig nós já conhecemos.

Porém, em 1954, o diretor da CBS Gregory Ratoff estava à frente do seriado Clímax! para a TV. Ratoff pagou a Fleming mil dólares para adaptar Cassino Royale para uma aventura de TV, com duração de uma hora. Barry Nelson fez o primeiro Bond das telas. Peter Lorre era o vilão Le Chiffre. Muito reduzida de seu conteúdo original, a história foi dividida em três atos: 1 – Da abertura até a cena do carteado com bacará; 2 – desse ponto até a cena do quarto do Hotel; 3- daí para o encerramento, com a morte de Le Chiffre.

Aí, em 1967, 5 anos após a estréia de Dr. No (O Satânico Dr. No) com Sean Connery, os diretores Val Guest, Ken Hughes e mais três (cada um dirigiu uma seqüência) lançam a comédia Cassino Royale estrelando ninguém menos que Peter Sellers e David Niven. Os dois fazem o papel de Bond. Aliás, todo mundo faz. A trama da história é o seguinte: M, chefe de Bond, morre, e Sir James Bond (Niven) é chamado pelo Serviço Secreto Britânico para voltar de sua aposentadoria para deter a ação da Organização SMERSH (paródia com SPECTRE). O plano de Sir Bond é nomear TODOS os agentes do SSB como James Bond, para confundir seus inimigos. Daí, vários Bonds entram em cena. Peter Sellers é Evelyn Tremble, exatamente o que desafia Lê Chiffre no jogo de bacará em Cassino Royale. Orson Welles (ele mesmo, RoseBud) faz o papel de Le Chiffre, Ursula Andress (a mesma Bond Girl de Dr. No) volta como Bond Girl Vesper Lynd. Só para citar mais alguns que estrelaram.... Woody Allen, Deborah Kerr, William Holden, Anjelica Huston, Peter O’Toole e Jacqueline Bisset. Modesta a produção, não?

A comédia fez muito sucesso, e foi indicada até ao Oscar por melhor canção – The Look of Love, de Burt Bacharach, “hit” até hoje.

Bom, aí estão os dois Bonds (ou vários, se assim preferirem) que muita gente nunca deve ter ouvido falar. Vale lembrar que o tom de Bond que esse dois “desconhecidos” dão ao personagem é completamente diferente daquele criado por Sean Connery, que todos os outros que o sucederam tentaram imitar ou prestigiar, ou o que você preferir (uns melhores do que outros). A crítica gosta muito da atuação de Craig porque afirma se aproximar mais do Bond dos livros. Alguém mais forte fisicamente, mais bruto e com bem menos charme.

Não desgosto de Craig, acho que ele traz o tom sério de volta a Bond (perdido desde A Serviço Secreto de Sua Majestade, de 1969), mas, pode-se atribuir o sucesso de Bond ao personagem que Connery criou, que tinha toda a sutileza do mundo, além de nos passar a idéia de que seu charme era infalível para as mulheres. E talvez isso que falte em Craig, seja em seu jeito de andar, seja em suas orelhas que têm a mesma genética das do Will Smith, seja pelo excesso de bicos não-intencionados, pelo jeito mais brutamontes... Mas acho que a mulherada gosta assim mesmo, afinal, são outros tempos. Só rezo para não chegar o dia que Bond não tenha pescoço, raspe o cabelo, tenha orelhas achatadas e um companheiro pit-bull insperável chamado... ah, eu vou parar por aqui...


Pedro Coelho é mais um rato de cinema que participa do Blog. Se quiser participar é só mandar sua matéria ou lista para o email marcelocypreste@gmail.com

Um recadinho a todos:

Disponibilizei no Youtube o primeiro clipe do curta metragem Cão de Guarda, que eu escrevi e dirigi. O vídeo pode ser acessado aqui ao lado, assim como o trailer do filme. Comentem.
Só pra dar água na boca!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Comentário sobre a enquete

A pergunta dessa vez foi: "qual o ator da nova geração que é mais talentoso?". Somente três deles foram votados e tivemos um empate técnico no primeiro lugar. Acho sinceramente que seria o mais justo para uma dupla tão boa. Talvez influenciados pelos sucessos de Tropa de Elite e Meu nome não é Johnny, a votação dos Ratos de Cinema ficou assim:

1- WAGNER MOURA
Wagner é lembrado pelo publico como o companheiro e guia de Deus no longa de Caca Diegues de 2003, Deus é Brasileiro. Na verdade, este baiano, começou a sua carreira num filme internacional com Penélope Cruz, chamado Sabor da Paixão (women on top). Depois esteve em Abril Despedaçado, de Walter Salles, e ainda em 2003, se consagrou com O Homem do Ano, Caminhando nas Nuvens e o mega sucesso de bilheteria Carandiru. Para o bem e para o mal, o publico sempre o lembrará como o capitão Nascimento, de Tropa de Elite. Este ano ele está em cartaz com Romance, de Guel Arraes e havia corrido o boato de sua volta na continuação de Tropa. Na verdade, Moura é tão bom que poderia ganhar um filme solo do Capitão Nascimento que ainda sim lotaria os cinemas. Eu sugiro o nome Nascimento 2: A Missão.

1- SELTON MELLO
Selton começou sua carreira de ator em 1981 na novela Dona Santa (alguém ai, lembra?). Hoje, esse mineiro de Passos é um dos rostos mais conhecidos do cinema nacional depois de sucessos de bilheterias populares, como Caramuru, Lisbela e o Prisioneiro e o já citado Johnny, alem dos independentes Cheiro do Ralo, Nina e Árido Movie. Selton está em praticamente todos os filmes importantes da Retomada do cinema nacional (esteve em O Que é isso companheiro, Guerra de Canudos e Lamarca também). Este ano ele estreou na direção de seu primeiro longa, chamado Feliz Natal. Nos próximos dois anos, o ator prepara quatro projetos distintos: Federal, de Erick de Castro e o aguardado Brazuca, de Henrique Goldman, no qual vive o brasileiro Jean Charles que foi assassinado em Londres pela polícia britânica no metro. Ele estará também em Os Penetras e Mulher invisível, de Claudio Torres, no qual faz um homem que imagina namorar um mulherão, vivida por Luana Piovani.

2- MATHEUS NACHTERGAELE
Embora seja conhecido por seus personagens nordestinos, Matheus é paulista. Estreou no cinema em 97 no longa Anahy de Las Misiones e até hoje é um dos atores mais dedicados ao cinema independente brasileiro. Esteve em Central do Brasil, Gêmeas e Amarelo Manga. Chamou atenção no longa/minissérie O Auto da Compadecida e, claro, no mega sucesso Cidade de Deus. Este ano, escreveu e dirigiu o premiado A Festa da Menina Morta. Está atualmente em cartaz no internacional Terra Vermelha, e seu próximo projeto também é o gringo La Virgen Negra, do venezuelano Ignácio Castillo Cottin.

Boa sorte a todos eles,
e votem na nova enquete que está no ar!