terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Diário de filmagem #4

Primeiro dia de filmagem: casa da Kely. Tínhamos marcado de chegar as 15h, e claro, não conseguimos. Houve uma confusão de horários dos ônibus e um bloco no Leblon que fez com que tivéssemos que pegar algumas pessoas no meio do caminho. Uma confusão de apenas uma hora, mas para quem faz cinema, isso significa uma hora a menos de luz natural. Isso atrasou um pouco do que eu tinha planejado, mas conseguimos terminar por volta das 23h, embora não tenhamos feito todas as cenas que tínhamos planejado. Uma só ficou faltando.

Filmamos todas as cenas de interiores, pelo menos. Utilizamos a casa de nossa atriz Kely Brito, que viu transformarmos sua casa em um pandemônio, e depois colocar tudo no lugar de novo. No filme, estas são as cenas que se passam na casa da personagem Glória, vivida por Laura Limp. Oscar Calixto, que faz seu irmão, e eu, Marcelo Cypreste, também participamos.









Começamos com força total. A segunda cena que fizemos foi de grande importância para o filme, o que estabeleceu o tom da trama para mim e o resto da equipe. Ao final da cena, Oscar e Laura tinham ido muito bem, e receberam os parabéns de todos. Logo depois tínhamos uma cena menor, mas de vital impacto. Uma cena que envolvia algo muito agressivo e confesso que foi difícil dirigir. É um pedaço do filme que vai incomodar muitas pessoas, mas tenho certeza que ninguém vai achar que foi gratuita. Minha cena foi a última e teve somente dois longos takes. Vou cortar muito para que eu só tenha uma aparição relâmpago, do tipo “piscou, perdeu”. Mas gostei do meu personagem e principalmente de contracenar com uma atriz tão talentosa como Laura Limp.

O balanço que eu faço é de que as filmagens ficaram exatamente como eu desejei. Alias, se eu tivesse que refletir melhor, diria que ficaram ainda melhores, pois todos os atores estiveram maravilhosamente perfeitos. Quero deixar registrado que o senhor Calixto é uma perola ainda não lapidada, que precisa de alguém que lhe coloque em algum lugar de mais visibilidade, porque sempre que vejo seu trabalho fico embasbacado como ele ainda não é reconhecido como deve. É um cara de um talento monumental. Old school como Pacino e Brando. Não desejo fama, mas lhe desejo muito sucesso profissional. Mesma coisa tenho que dizer de nossas promessas Jocimar Júnior, estudante de cinema da UFF, que tem nos ajudado com tudo que precisamos, e o estreante Guilherme Nunes, que mandou muito bem na fotografia (essas fotos também são suas), captando exatamente o clima do filme, assim como todo o resto da equipe. Todos foram impecáveis em seus trabalhos e espero que assim seja até o final. Domingo que vem tem mais.

4 comentários:

Laura Limp disse...

Estou adorando o blog, Marcelo!
E aproveito para agradecer aqui pelo convite maravilhoso para fazer o filme. Um prazer desgraçado fazer este filme com vocês. Um presente mesmo! Sem contar o fato de trabalhar com o Oscar, que além de querido demais, é sem dúvida, um grande ator!
beijos

Bekka disse...

Marcelo, em nome da família Calixto, quero agradecer por suas palavras.O talento de Oscar é inegável e o seu reconhecimento é mais que merecido, por tudo que ele já batalhou e sofreu para chegar onde ele estar hoje.
Deus ainda tem muito mais para ele.
Primo te amo!!!

Oscar Calixto disse...

Sem palavras! Amando o blog. Eu que sou um sortudo de ter trabalhado com todos vocês! "Pazer desgraçado!" Obrigado pelas palavras, Marcelo, e Laura (Linda e grande atriz, se não fosse, não tinha rolado o jogo que rolou...) e "pezin" no chão que a batalha continua... Marcelo, a você, eu só tenho mesmo é que agradecer o convite e o presente chamado "Eduardo" Obrigado pela confiança e por tudo mais!

juniorj disse...

muito obrigado pela citaçao!
espero ser bastante util nos proximos dias de filmagem e ajudar o maximo possivel! estamos ai pra isso, viva o cinema brasileiro!