Halloween 2 (H2), de Rob Zombie. Com Tyler Mane, Sheri Moon, Brad Douriff e Malcolm McDowell
Baseando sua história no conceito de que Myers é assombrado pela visão de um cavalo branco (um dos símbolos usados em psicanálise para estudar o subconsciente de um paciente), o diretor misturou o desejo de matar a irmã, com alucinações confusas que incluem até visões da própria mãe (a mulher de Zombie, que ele conseguiu trazer de volta para o filme mesmo depois de morta no primeiro). Portanto se ele acertou na seriedade que tratou o personagem no filme anterior, aqui ele se levou a serio demais e montou um filme sem alma, e acima de tudo sem graça. Acredito que apesar de algumas mortes elaboradas, vai decepcionar os fãs que esperavam por uma nova série do primeiro assassino serial imortal da historia dos Slashers.
Homens que encaravam cabras (Men Who stare at goats), de Grant Heslov. Com George Clooney, Ewan McGregor, Jeff Bridges e Kevin Spacey
Não costumo ser um critico ferrenho de filmes que flertam com o bizarro. Para ser sincero eu até curto os filmes de Charlie Kaufman e David Lynch. Estes dois devem ser a maior referencia para o diretor (e ator, eterno “alívio cômico”) Grant Heslov, que optou por uma historia que beira a boçalidade por mais que insista em te mostrar o quanto é inteligente e te convencer de que poderia realmente ser real. Na trama, um repórter promissor (McGregor, fazendo sotaque americano) descobre uma secreta operação militar para treinar homens a desenvolver armas psíquicas. O problema é que o dono de toda a idéia é um hippie doidasso (Bridges) que acredita nos ideais da paz e é contra a luta armada. Clooney faz o melhor aprendiz do bando e Spacey seu rival.
A história que parece à primeira vista original e promissora começa a dar voltas e nunca realmente chega a lugar algum. O filme não tem graça alem de algumas gags de Clooney, e não é capaz nem mesmo de divertir devido ao seu terceiro ato irregular. O único motivo, obviamente, que poderia levantar alguma curiosidade do publico é ver 3 vencedores do Oscar atuando juntos (sendo dois deles os principais favoritos deste ano). Infelizmente, o diretor e o roteiro deixam a desejar e o filme se torna mais uma prova do quão é importante (eu diria que fundamental) o trabalho bem feito de um diretor talentoso. Para nosso azar, apesar do elenco de peso, este aqui não é o caso. E a quem eles estão querendo enganar dizendo que o filme foi baseado em personagens reais?
Cadê os Morgans? (Did you hear about the Morgans?), de Marc Lawrence. Com Hugh Grant, Sarah Jessica Parker
O que dizer sobre o filme que deu uma indicação de pior atriz do ano para Sarah Jessica Parker no Framboesa de Ouro? (uma injustiça já que é Grant que esta irritantemente caricato aqui). Do mesmo diretor do regular Amor à segunda vista, mas excelente Letra e Música (todos com Grant), este filme está mais para uma boa e divertida Sessão da tarde, e por isso talvez seja até divertido de se assistir despretensiosamente. Na trama, Paul e Meryl Morgan enfrentam uma crise depois que ela descobre que ele teve uma relação extraconjugal. Durante um “DR” acabam testemunhando um assassinato e são forçados a entrarem no programa de testemunhas em uma cidade no interior dos EUA. Obviamente que eles vão se acertando aos poucos enquanto entram em choque com as tradições da pequena cidade.
Nada de muito novo ou relevante num filme leve embora estranhamente longo. O difícil mesmo é acreditar que a dupla de atores sejam casados visto que não têm absolutamente nenhuma química. Alias, é mais difícil ainda entender como uma bem sucedida corretora como Meryl tenha casado com um advogado cheio de piadinhas infames e infantis como Paul (apesar de sarcásticas as tiradas do personagem não conseguem fazer nenhum dos outros personagens achar nenhuma graça, incluindo sua própria mulher). Tudo muito obvio e tudo muito bobo, a trama tem tantos furos que nem vale a pena comentá-los, pois levar um filme desses à sério já seria a melhor piada do próprio. Mas para aqueles que gostam de Parker (eu pessoalmente a acho uma chata com uma voz extremamente irritante) e Grant talvez seja um passatempo mais prazeroso. É tão facilmente digerível quanto esquecível.


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