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| Daniel Radcliff em A Mulher de Preto |
Fugindo um
pouco da temporada de prêmios começam a pipocar nos cinemas aqueles filmes esquecíveis
de começo de temporada. Produções de vários gêneros que tem o objetivo de
agradar aqueles que não estão na vibe
de ver os Oscarizáveis.
Essa semana estréia
A Mulher de Preto, com Daniel
Radcliff (o eterno você sabe o que). Embora extremamente mal escalado para o
personagem (claramente o papel pedia um homem mais velho, menos cara de menino,
e com mais presença de cena) o jovem não chega a comprometer esta produção
muito bem dirigida e editada. Mas também não acrescenta como Nicole Kidman faz
e bem no também fantasmagórico Os Outros.
O filme
conta a história de um viúvo que vai a uma pequena cidade da Inglaterra para
avaliar os pertences de uma senhora falecida. Chegando lá, claro, ele se depara
com a velha mansão abandonada e assombrada. O grande trunfo da produção é que
apesar de ágil, o filme consegue construir bem o clima essencial para esse tipo
de produção e realmente fugir dos clichês, assustando pontualmente o espectador
nos momentos certos.
A produção
prova que os efeitos especiais, quando bem empregados e embasados numa trama
relevante, só contribuem para o gênero. O exato oposto do que Jan deBont fez em
A Casa Amaldiçoada.

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