domingo, 26 de fevereiro de 2012

Patronum-sei-lá-o-que não vai funcionar


Daniel Radcliff em A Mulher de Preto
A Mulher de Preto (The Woman in Black), de James Watkins

Fugindo um pouco da temporada de prêmios começam a pipocar nos cinemas aqueles filmes esquecíveis de começo de temporada. Produções de vários gêneros que tem o objetivo de agradar aqueles que não estão na vibe de ver os Oscarizáveis.

Essa semana estréia A Mulher de Preto, com Daniel Radcliff (o eterno você sabe o que). Embora extremamente mal escalado para o personagem (claramente o papel pedia um homem mais velho, menos cara de menino, e com mais presença de cena) o jovem não chega a comprometer esta produção muito bem dirigida e editada. Mas também não acrescenta como Nicole Kidman faz e bem no também fantasmagórico Os Outros.

O filme conta a história de um viúvo que vai a uma pequena cidade da Inglaterra para avaliar os pertences de uma senhora falecida. Chegando lá, claro, ele se depara com a velha mansão abandonada e assombrada. O grande trunfo da produção é que apesar de ágil, o filme consegue construir bem o clima essencial para esse tipo de produção e realmente fugir dos clichês, assustando pontualmente o espectador nos momentos certos.

A produção prova que os efeitos especiais, quando bem empregados e embasados numa trama relevante, só contribuem para o gênero. O exato oposto do que Jan deBont fez em A Casa Amaldiçoada.  

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